sexta-feira, 28 de junho de 2013

A palavra e a escrita me conduz por dois caminhos:
O primeiro caminho - que chamarei aqui caminho da leitura –  neste, existe uma senha para que a leitura, nascida da construção e da formosura da palavra escrita , possa entrar em meu pensamento, pois será o momento de que dependendo da palavra escrita, essa pode me contaminar, corromper, escandalizar. Mas, também, a palavra escrita pode me confortar,  me fazer sonhar, viajar, fantasiar, imaginar, esquecer, abstrair. Escolho com cuidado a palavra escrita que irá interiorizar e  embrenhar-se pelo meu ser, vai navegar pela minha mente, pois certamente me fará refletir, pensar, meditar, muitas vezes me impressionar. Neste caminho de leitura eu cresço, eu desapareço, eu me isolo, eu compartilho, eu me encanto, eu me desencanto, eu suspiro, eu corro, eu morro, eu vivo várias vidas, em vários mundos, conheço tanta gente, e ao mesmo tempo não conheço ninguém. O caminho da leitura é um caminho solitário, pois eu esqueço, eu desapareço, do real ,para viver um conto, uma fábula, uma estória, uma história.

Já andando pelo caminho da escrita abre-se a porta para exteriorizar o pensamento, o sentimento, o desabafo da alma, a alegria da vida, a decepção sofrida, o amor perdido, a paz encontrada. No caminho da escrita eu escrevo uma carta para DEUS. No caminha da escrita eu declaro meu amor, eu abro a voz do pensamento, do coração, para alguém que já partiu,  para alguém que está bem perto, para alguém que está bem longe, para quem eu não conheço.  No caminho da escrita eu peticiono por alguém, eu aconselho, eu reclamo, eu exclamo, eu me inflamo, eu contesto, eu apelo, eu desisto, eu insisto, eu avalio, eu amo, e  aí eu vou, devagar,  pelo caminho da escrita.

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